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Vivi Leote

A Mulher por detrás de projetos de restauração de sucesso como o Confraria, o renovado Vela Latina e o Nikkei.

Vivi Leote, de nacionalidade brasileira, a viver há vários em Portugal, assistiu à transformação da nossa restauração. “Cada vez mais, os conceitos são bem pensados  e cuidados, o próprio cliente também é muito mais exigente hoje do que era ha alguns anos atrás.”

Recentemente, estreou o Aruki Sushi delivery by Confraria, um serviço de entregas.

Confraria de Cascais
Vela Latina
Nikkei

A ideia da Confraria do Sushi como surgiu?

A ideia da Confraria surgiu do facto de eu adorar sushi desde criança e de não haver, na altura, muitos restaurantes de sushi em Cascais, achei logo que estava aí uma oportunidade de negócio. O projeto foi idealizado por mim, a minha primeira convicção foi que o chefe, nesse caso sushiman, seria nosso sócio. Entretanto, entre projectos e estudos, fiquei grávida dos gêmeos e o projecto Confraria teve que ficar na gaveta.

Quando os gémeos tinham pouco mais de um ano, encontrámos o espaço ideal, onde está a Confraria de Cascais até hoje, e o projecto Confraria sai da gaveta para abrir a sua primeira casa em 2008.

Como se deu a oportunidade da abertura do Confraria em Lisboa?

Confraria de Lisboa surge pela quantidade de clientes que vinham de Lisboa jantar a Cascais, e pela procura dos clientes, maior que  a nossa capacidade de resposta. Os diretores do LX Boutique Hotel, estavam a procura de um parceiro para o restaurante do hotel, e foi só unir interesses. Em menos de uma semana tínhamos acordo feito. Foi fácil, foi rápido e estamos satisfeitos até hoje.

Confraria de Lisboa

EM 2012, A CONFRARIA FOI SELECIONADA PELA TIME OUT COMO UM DOS 30 RESTAURANTES A INTEGRAR O MERCADO DA RIBEIRA.

 

E abriram o terceiro espaço Confraria do Sushi?

A Confraria recebe em 2012, um convite da Time Out para integrar a lista dos 30 melhores restaurantes elegidos por eles, cada um na sua área, no projecto de requalificação do Mercado da Ribeira. Não tínhamos como recusar esse convite. Ter sido escolhido pela Time Out foi para nós um grande orgulho e avançámos para o desconhecido. Uma loja de 14m2 de área, a fazer sushi com a mesma qualidade, com um serviço muito mais rápido e a preços reduzidos. Entrámos a acreditar que o projecto valia pelo reconhecimento da marca, nunca imaginámos, nem nas nossas melhores expectativas, o sucesso que viria a ser.

EM 2015, O CONFRARIA COMPROU 50% DO VELA LATINA.

Uma excelente oportunidade?

Em 2015, o Salvador Machaz que já era um amigo pessoal e conhecia o nosso trabalho, propôs-nos alugar o antigo espaço de bar da Vela Latina, e abrirmos aí uma Confraria em Belém. Entretanto, entraram novos players que propuseram comprar todo o espaco à família.

Obviamente, que para o meu atual sócio Salvador, pesou também o valor sentimental de um negócio fundado pelo pai e pelo tio.

Ele lançou a proposta de comprarmos 50% de tudo e fazermos uma aposta conjunta. Mais uma vez, foi coragem e convicção. De abrir mais uma porta, passamos a comprar e defender uma marca com 30 anos de história de imenso valor. Tivemos que decidir a melhor estratégia, para que tudo fizesse sentido e fosse harmonioso.

O Nikkei, surge em vez de mais uma Confraria, porque era uma oportunidade de diversificarmos sem fugir à nossa essência.

Nikkei

MANTIVEMOS A NOSSA BASE, QUE É TRABALHAR O PEIXE, O ASIÁTICO, E AO MESMO TEMPO, SEGUÍAMOS UMA TENDÊNCIA MUNDIAL QUE É A COZINHA NIKKEI, QUE CONSISTE NA FUSÃO DAS COZINHAS JAPONESA E PERUANA.

No ano seguinte, o grupo abriu o Waka, em Cascais, um ensaio para o que viria a ser o Nikkei?

Com o tempo que era necessário para avançar com o projecto Vela Latina/Nikkei e com os chefes a chegarem do Perú, resolvemos então criar o Waka em Cascais por duas razões: a primeira era experimentar o conceito e a segunda, porque um espaço numa rua em Cascais com imenso sucesso e potencial, que fecha aos fins de semana de verão e torna-se num dos sítios mais cool para se sair em Cascais, veio mesmo “ter connosco”.

NASCEU O WAKA.  A APROVAÇÃO E ACEITAÇÃO DOS CLIENTE É GIGANTE, A CASA TORNA-SE UM SUCESSO E DÁ-NOS ALÉM DE TODAS AS CERTEZAS QUE PRECISÁVAMOS, MAIS UMA MARCA PARA O NOSSO GRUPO.

Em setembro de 2017, depois de meses de remodelações, o Vela Latina reabriu com um novo design  desenvolvido por si, certo?

Certo. A remodelação da Vela Latina foi projectada por mim realmente. Ao princípio, tinha uma única certeza, não me identificava minimamente com barcos a vela. Procurava um ambiente mais moderno, que fosse agradável para almoços, mas também para a noite.

Por outro lado, não podia chocar os clientes habituais fiéis aos almoços, e precisava de uma decoração que também fosse de encontro do público mais feminino, que era o que faltava na antiga Vela Latina.

Foi abrir as portas aos jardins e trazer os jardins cá para dentro, junto ao ambiente tropical que se conseguiu, e acrescentamos os animais encomendados à artista portuguesa Teresa Viotti, e o resultado é o que se vê.

Nikkei

Percebe-se  que valorizam a decoração dos espaços. A Vivi envolve-se sempre nesta questão?

Envolvo-me sempre, porque o design, a iluminação, o som fazem parte da experiência do cliente durante o jantar, e mesmo não sendo decoradora, eu sei o que gostaria que os meus clientes sentissem durante um jantar nos nossos espaços.

Jantar não é só o que se come, mas tudo o que se sente desde o momento que o cliente entra até sair do restaurante, é nisso o que eu acredito, e é disto o que eu gosto.

No último ano, surgiu ainda o Aruki Sushi delivery by Confraria, um serviço de entregas de sushi em Lisboa, detido em 50% pela Confraria?

O Aruki surge da ideia de criarmos um take away / delivery mais activo nos nossos restaurantes. Coincidentemente, um dos nossos atuais sócios mencionou num eventos queencontramos que estava a criar um projecto de uma empresa de entregas mais eficiente. E a partir daí, foi unir os conceitos. Nasce o ArukiSushi Delivery by Confraria com a

primeira loja ao pé da Av. Da Liberdade, um conceito de entrega eficiente de sushi de alta qualidade. Nesse momento temos duas lojas Aruki : Avenida e Telheiras, e estamosa organizar a abertura da terceira loja.

Como vê esta fase incrível que Portugal no negócio da restauração?

A restauração em Portugal transformou-se completamente nos últimos anos. Cada dia mais os conceitos são bem pensados e cuidados, o próprio cliente também é muito mais exigente hoje, do que era há alguns anos atrás.

A concorrência é agressiva, mas faz com que os restaurantes em Portugal, estejam cada vez mais a um nível mais elevado. A tendência é natural e os restaurantes em Portugal estão ao nível das grandes cidades mundiais, o que é espetacular.

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